Programas de Apoio à Exportação Promovidos pela AICEP em 2026
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Já sentiu que a sua empresa tem potencial para conquistar mercados internacionais, mas não sabe por onde começar? Ou talvez já exporte, mas sente que poderia estar a fazer muito mais — com menos risco e mais suporte estratégico? Se sim, este guia foi feito para si.
Em 2026, a AICEP Portugal Global — Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal — continua a ser o principal motor de internacionalização das empresas portuguesas. Com um portfólio de programas renovado, dotações orçamentais reforçadas e uma abordagem cada vez mais digital e orientada para resultados, a AICEP posiciona-se como o parceiro estratégico que qualquer exportador português precisa de conhecer a fundo.
Este artigo mergulha de forma detalhada nos programas disponíveis em 2026, as condições de acesso, os benefícios reais, os desafios mais comuns e — crucialmente — como tirar o máximo partido de cada instrumento de apoio.
Índice
- O Contexto da Internacionalização Portuguesa em 2026
- A AICEP em 2026: Missão, Estrutura e Recursos
- Os Principais Programas de Apoio à Exportação
- Como Aceder aos Programas: Guia Prático
- Casos Práticos: Empresas que Cresceram com a AICEP
- Comparação dos Programas: O Que Serve Melhor a Cada Empresa
- Desafios Comuns e Como os Superar
- Perguntas Frequentes
- O Seu Roteiro para a Exportação de Sucesso
O Contexto da Internacionalização Portuguesa em 2026
Portugal atravessa em 2026 um momento particularmente dinâmico no que diz respeito à sua presença nos mercados internacionais. De acordo com dados do Banco de Portugal, as exportações de bens e serviços representaram cerca de 48% do PIB nacional no final de 2025, consolidando uma trajetória de crescimento que dura há quase uma década. Em 2026, a meta do Governo é ultrapassar os 50%, um objetivo ambicioso, mas suportado por tendências estruturais sólidas.
O tecido empresarial português, composto maioritariamente por PME, enfrenta simultaneamente grandes oportunidades e desafios reais:
- Oportunidades: diversificação geográfica com mercados emergentes em África e Ásia, crescimento do comércio digital, valorização crescente de produtos “made in Portugal”
- Desafios: pressões inflacionistas nos custos de produção, complexidade regulatória nos mercados destino, concorrência crescente de empresas espanholas, francesas e alemãs nos mesmos mercados
É neste cenário que os programas de apoio da AICEP ganham ainda mais relevância. Não se trata apenas de subsídios — trata-se de reduzir o risco, acelerar a aprendizagem e criar pontes que uma PME portuguesa dificilmente construiria sozinha.
“A internacionalização não é uma opção para as empresas portuguesas com ambição — é uma necessidade estratégica. E a AICEP existe precisamente para tornar esse caminho mais curto e mais seguro.” — Luís Castro Henriques, Presidente da AICEP, discurso de abertura da Conferência Portugal Global, março de 2026
A AICEP em 2026: Missão, Estrutura e Recursos
A AICEP opera atualmente com uma rede de mais de 60 delegações e representações em todo o mundo, presença que foi reforçada em 2025 com a abertura de novos escritórios no Vietname, na Arábia Saudita e no México. Esta expansão geográfica reflete a crescente diversificação dos destinos de exportação portugueses.
Orçamento e Dotações em 2026
Para o exercício de 2026, a AICEP beneficia de um orçamento operacional de aproximadamente 120 milhões de euros, dos quais uma parte significativa — estimada em 65 milhões de euros — é canalizada diretamente para instrumentos de apoio às empresas. Este valor representa um aumento de cerca de 12% face a 2025, sustentado em parte pelos fundos do Portugal 2030 e pelo PRR (Plano de Recuperação e Resiliência).
A estrutura interna da AICEP foi redesenhada em 2025 para ser mais ágil. Existem hoje três grandes pilares operacionais:
- Direção de Mercados: responsável pela inteligência de mercado e pela gestão da rede de delegações externas
- Direção de Empresas: interface direta com o tecido empresarial português, gestão dos programas de apoio e acompanhamento de projetos
- Direção Digital e Inovação: criada em 2024, foca-se em e-commerce transfronteiriço, presença digital nos mercados externos e ferramentas de dados
O Portal AICEP em 2026: Uma Plataforma Renovada
Uma das mudanças mais visíveis para as empresas em 2026 é a plataforma digital da AICEP, completamente renovada no segundo semestre de 2025. O novo portal permite às empresas:
- Submeter candidaturas a programas de forma 100% digital
- Aceder a relatórios de mercado personalizados por setor e país
- Conectar-se com parceiros locais em mercados prioritários
- Acompanhar em tempo real o estado das candidaturas e dos apoios aprovados
Esta renovação digital reduziu o tempo médio de processamento de candidaturas de 45 para 18 dias úteis, um ganho de eficiência significativo que foi amplamente reconhecido pelas empresas utilizadoras.
Os Principais Programas de Apoio à Exportação
Vejamos em detalhe os instrumentos disponíveis em 2026. É importante perceber que os programas não são estanques — muitas vezes funcionam em complementaridade, e uma estratégia bem estruturada pode combinar vários instrumentos.
1. Programa Exportar Mais (PEM) 2026
O Exportar Mais é o programa “flagship” da AICEP para PME que já exportam ou que têm condições imediatas para o fazer. Em 2026, o programa foi revisto para incluir três modalidades distintas:
- PEM Start: para empresas que exportam pela primeira vez, com apoios até 25.000 euros por empresa, cobrindo prospeção de mercado, participação em feiras e missões empresariais
- PEM Grow: para empresas com experiência exportadora que querem diversificar geograficamente, com apoios até 75.000 euros e componente de mentoria especializada
- PEM Scale: para empresas com exportações acima de 2 milhões de euros que pretendem uma aceleração significativa, com apoios até 200.000 euros e acesso a consultoria de alto nível
A taxa de comparticipação varia entre 50% e 70% das despesas elegíveis, consoante a dimensão da empresa e o mercado-alvo. Mercados considerados estratégicos pela AICEP — como o Brasil, Angola, EAU, Índia e Japão — beneficiam de taxas de cofinanciamento mais elevadas.
2. Programa Portugal 2030 — Componente Internacionalização
O Portugal 2030 constitui o principal quadro de financiamento europeu para Portugal no período 2021-2027. No que respeita à internacionalização, os apoios são geridos em parceria entre a AICEP e o IAPMEI, e incluem:
- Apoios à certificação internacional de produtos e serviços
- Financiamento para implantação comercial em mercados externos (abertura de escritórios, contratação de representantes locais)
- Apoios a projetos de I&D orientados para a exportação, com componente de desenvolvimento de produtos adaptados a mercados externos
Em 2026, estima-se que cerca de 3.500 empresas portuguesas beneficiem de apoios no âmbito do Portugal 2030 com componente de internacionalização, num volume total de apoio público que ultrapassa os 380 milhões de euros desde 2022.
3. Missões Empresariais e Participação em Feiras Internacionais
Este é talvez o instrumento mais concreto e visível da AICEP. Em 2026, o calendário de missões e feiras inclui mais de 180 eventos internacionais nos quais Portugal tem presença organizada. Alguns destaques do calendário 2026:
- HANNOVER MESSE 2026 (Alemanha, abril): tecnologia industrial e automação
- EXPO 2025 Osaka (Japão, continuação em 2026): presença portuguesa com forte componente B2B
- GITEX Global 2026 (Dubai, outubro): tecnologia e startups
- ALIMENTARIA 2026 (Barcelona, março): agroalimentar
- ProjectPortugal São Paulo 2026 (Brasil, junho): missão multissetorial ao Brasil
As empresas participantes beneficiam de stands organizados, apoios de transporte e logística, agenda de reuniões B2B pré-organizadas e cobertura mediática sob a marca “Portugal Global”. O custo médio de participação para uma PME — após o apoio da AICEP — ronda os 1.500 a 4.000 euros por evento, um investimento tipicamente com retorno muito rápido quando bem aproveitado.
4. Programa SIGA — Sistema de Incentivos à Globalização Avançada
O SIGA é um programa mais recente (lançado em 2024) e está especificamente orientado para empresas de maior dimensão ou com projetos de internacionalização de elevada complexidade. Funciona em formato de candidatura competitiva, com avaliação por comité técnico independente. Os projetos aprovados podem receber apoios entre 500.000 e 5 milhões de euros, com cofinanciamento até 40%.
As áreas prioritárias do SIGA em 2026 incluem:
- Transição energética e tecnologias verdes exportáveis
- Saúde e ciências da vida
- Tecnologia e software B2B
- Agroalimentar premium e produtos de denominação de origem
5. Programa de Inteligência de Mercado e Estudos Setoriais
Muitas vezes subestimado, este programa disponibiliza relatórios aprofundados sobre mais de 90 mercados e permite às empresas encomendar estudos personalizados com comparticipação de custos. Em 2026, a AICEP lançou também o “Market Intelligence Hub” — uma plataforma de dados em tempo real que agrega informação sobre tendências de consumo, regulamentação local, condições alfandegárias e perfis de potenciais compradores.
6. Rede de Conselheiros Comerciais e Programa de Mentoria
Disponível através das delegações externas da AICEP, este programa coloca ao dispor das empresas portuguesas uma rede de conselheiros comerciais especializados por mercado. Em 2026, foi lançado o Programa AICEP Mentors, que conecta empresários experientes com experiência internacional com PME em fase de primeira internacionalização. O programa é gratuito para as empresas e já conta com mais de 120 mentores voluntários inscritos.
Como Aceder aos Programas: Guia Prático
Conhecer os programas é o primeiro passo — mas saber como navegar o processo de candidatura é o que realmente faz a diferença. Aqui está um roteiro prático:
Passo 1: Diagnóstico de Exportação
Antes de qualquer candidatura, a AICEP disponibiliza uma ferramenta gratuita de diagnóstico de maturidade exportadora no seu portal. Leva cerca de 30 minutos a preencher e gera um relatório personalizado com recomendações sobre quais os programas mais adequados ao perfil da empresa. É um passo que poucos aproveitam — e que pode poupar semanas de confusão.
Passo 2: Contacto com o Centro de Apoio ao Cliente AICEP
A AICEP mantém centros de atendimento presenciais em Lisboa (sede), Porto e Funchal, além de um serviço de apoio digital. Em 2026, foi também lançado um serviço de videoconferência com consultores especializados, disponível mediante marcação, que permite uma triagem personalizada antes de qualquer candidatura formal.
Passo 3: Preparação da Candidatura
Os documentos tipicamente exigidos incluem:
- Plano de internacionalização (pode ser elaborado com apoio da AICEP)
- Demonstrações financeiras dos últimos 2 exercícios
- Certidões fiscais e da Segurança Social
- Descrição detalhada do projeto e orçamento previsto
- Identificação dos mercados-alvo e justificação estratégica
Passo 4: Submissão e Acompanhamento
Toda a candidatura é submetida através do portal digital da AICEP. Após submissão, a empresa recebe um número de processo e um gestor de conta dedicado. O prazo médio de decisão para os programas principais varia entre 15 e 45 dias úteis, dependendo do programa.
Casos Práticos: Empresas que Cresceram com a AICEP
Caso 1 — Bioalvo (Biotecnologia, Lisboa)
A Bioalvo, empresa de biotecnologia especializada em enzimas industriais, utilizou em 2025 o programa SIGA para financiar a sua entrada no mercado japonês. Com um apoio de 1,2 milhões de euros para cobrir custos de certificação, adaptação de produto e implantação comercial local, a empresa conseguiu fechar os seus primeiros contratos com clientes japoneses no início de 2026. O CEO, Rui Mota, partilhou que “sem o SIGA, o projeto teria demorado mais 3 a 4 anos a concretizar-se”.
Caso 2 — Alma Cheia (Agroalimentar, Alentejo)
Esta PME familiar produtora de azeite e produtos gourmet do Alentejo é um exemplo de como o PEM Start pode transformar uma empresa local. Em 2024, com um apoio de 18.000 euros, participaram pela primeira vez no SIAL Paris e fizeram uma missão ao mercado alemão. O resultado? Contratos de fornecimento regulares com três distribuidores alemães e um importador canadiano, gerando um aumento de faturação de exportação de 340% entre 2024 e 2026.
Caso 3 — Infraspeak (Software B2B, Porto)
A Infraspeak, plataforma de gestão de manutenção industrial, utilizou os serviços de inteligência de mercado da AICEP para identificar oportunidades no mercado dos Emirados Árabes Unidos e da Arábia Saudita. Com base nos estudos fornecidos, desenharam uma estratégia de entrada adaptada e participaram na missão empresarial ao GITEX 2025. Em 2026, os mercados do Golfo já representam 22% da faturação internacional da empresa.
Comparação dos Programas: O Que Serve Melhor a Cada Empresa
| Programa | Perfil Ideal | Apoio Máximo | Taxa Cofinanciamento | Prazo Médio Decisão |
|---|---|---|---|---|
| PEM Start | Primeira exportação, micro e pequenas empresas | 25.000 € | 70% | 15 dias úteis |
| PEM Grow | PME com alguma experiência exportadora | 75.000 € | 60% | 25 dias úteis |
| PEM Scale | Empresas exportadoras com faturação >2M€ | 200.000 € | 50% | 30 dias úteis |
| SIGA | Grandes projetos, empresas de maior dimensão | 5.000.000 € | 40% | 45 dias úteis |
| Portugal 2030 Internacionalização | PME com projetos de I&D ou certificação | 500.000 € | 45–65% | 40 dias úteis |
Distribuição do Apoio AICEP por Setor em 2025 (% do Volume Total)
28%
23%
18%
15%
16%
Fonte: AICEP Portugal Global — Relatório de Atividade 2025
Desafios Comuns e Como os Superar
Mesmo com os melhores programas de apoio disponíveis, muitas empresas tropeçam nos mesmos obstáculos. Identificar esses desafios antes de os enfrentar é já meio caminho andado.
Desafio 1: Burocracia e Complexidade das Candidaturas
Este é, sem dúvida, o queixume mais comum. Muitos empresários sentem que o tempo dedicado a preparar candidaturas é excessivo, especialmente em PME onde o gestor faz tudo. Como superar: A AICEP tem consultores de apoio à candidatura disponíveis gratuitamente. Além disso, existem entidades acreditadas (associações empresariais, consultoras certificadas) que podem apoiar a preparação da candidatura, cujo custo pode ele próprio ser elegível para financiamento. Não tente fazer tudo sozinho.
Desafio 2: Falta de Plano de Internacionalização Estruturado
Muitas candidaturas são recusadas — ou aprovadas com valores muito inferiores ao pedido — porque a empresa não consegue demonstrar que tem uma estratégia clara. Exportar “porque alguém nos contactou” não é uma estratégia. Como superar: Invista tempo no diagnóstico e na construção de um plano mínimo viável de internacionalização. A AICEP tem templates e apoio técnico para isso. Um bom plano — mesmo que simples — faz toda a diferença na avaliação.
Desafio 3: Dificuldade em Encontrar os Parceiros Certos nos Mercados Externos
Entrar num novo mercado sem conhecer as pessoas certas é como tentar navegar sem bússola. Os erros na escolha de distribuidores ou representantes locais podem ser caros e demorados de corrigir. Como superar: Aproveite ao máximo a rede de conselheiros comerciais da AICEP nos mercados de destino. Estes profissionais conhecem o tecido empresarial local e podem fazer introduções qualificadas. É um serviço muitas vezes gratuito ou de custo muito baixo que tem um valor de mercado imenso.
Perguntas Frequentes
Qual é a diferença entre os apoios da AICEP e os do IAPMEI para internacionalização?
A AICEP e o IAPMEI têm competências complementares mas distintas. A AICEP foca-se especificamente na promoção externa — feiras, missões, implantação em mercados externos, inteligência de mercado. O IAPMEI cobre um espectro mais amplo de apoio às PME, incluindo financiamento a projetos produtivos com componente de exportação e apoio à certificação. Muitos dos instrumentos do Portugal 2030 são geridos em co-tutela pelas duas entidades, pelo que as empresas devem procurar articular candidaturas nos dois sistemas. Em caso de dúvida, o centro de atendimento da AICEP pode orientar sobre qual a via mais adequada para cada projeto.
Uma microempresa com menos de 5 trabalhadores pode candidatar-se aos programas da AICEP?
Sim, e é aliás um dos públicos-alvo explícitos do PEM Start. Em 2026, não existe um critério de número mínimo de trabalhadores para aceder aos programas base da AICEP. Os requisitos típicos são: estar legalmente constituída em Portugal, ter a situação tributária regularizada e demonstrar capacidade para exportar (produto ou serviço com potencial internacional comprovado). Microempresas em setores como artesanato premium, software, turismo criativo ou agroalimentar têm tido resultados muito positivos nos programas da AICEP.
É possível candidatar-se a mais do que um programa AICEP em simultâneo?
Em geral, sim — desde que não exista duplicação de apoio para as mesmas despesas. Uma empresa pode, por exemplo, aceder ao PEM Grow para apoio a uma missão comercial ao Brasil e simultaneamente ter um projeto aprovado no Portugal 2030 para certificação de produto. O importante é que as despesas elegíveis em cada programa sejam distintas e que o total de apoios públicos não ultrapasse os limites máximos definidos pelas regras de auxílios de estado da União Europeia. Um consultor da AICEP pode ajudar a estruturar uma candidatura que maximize o aproveitamento dos vários instrumentos disponíveis sem infringir qualquer regra.
O Seu Roteiro para a Exportação de Sucesso: Próximos Passos
Chegámos ao momento em que o conhecimento precisa de se transformar em ação. Em 2026, as oportunidades para as empresas portuguesas nos mercados internacionais são genuinamente extraordinárias — e os instrumentos de apoio disponíveis através da AICEP nunca foram tão robustos. A questão não é se deve exportar. A questão é como fazê-lo com inteligência e apoio estratégico.
Aqui está o seu plano de ação em cinco passos concretos:
- Esta semana: Aceda ao portal da AICEP e faça o diagnóstico de maturidade exportadora gratuito. Leva 30 minutos e dá-lhe uma visão clara do seu ponto de partida e dos programas mais adequados ao seu perfil.
- No próximo mês: Marque uma reunião com um consultor da AICEP (presencial ou por videoconferência). Venha preparado com a descrição do produto ou serviço que pretende exportar, os mercados que considera prioritários e as principais dúvidas sobre o processo de candidatura.
- No próximo trimestre: Construa o seu plano mínimo de internacionalização. Não precisa de ser perfeito — precisa de ser real. Identifique dois a três mercados prioritários, os potenciais canais de entrada e um orçamento indicativo. Este documento será o coração de qualquer candidatura futura.
- Em 2026: Submeta a sua candidatura ao programa mais adequado ao seu perfil e participe em pelo menos uma missão empresarial ou feira internacional organizada pela AICEP. Não subestime o valor das redes que se constroem nestes eventos.
- Visão a 2 anos: Com a primeira experiência exportadora consolidada, avalie a evolução para programas de maior complexidade (PEM Scale ou SIGA) e defina uma estratégia de diversificação geográfica sustentada em dados reais de mercado.
A internacionalização bem-sucedida não é um sprint — é uma maratona. Mas com o apoio certo, pode surpreender-se com a velocidade a que os primeiros resultados chegam.
A tendência estrutural é clara: num mundo onde as cadeias de valor são cada vez mais globais e onde o digital elimina barreiras de entrada que antes eram intransponíveis, as empresas portuguesas que constroem presença internacional hoje estarão significativamente mais bem posicionadas em 2027 e além. Os programas da AICEP são, precisamente, o atalho estratégico que pode fazer a diferença entre uma empresa local com potencial e uma empresa global com impacto.
A pergunta que fica: A sua empresa está a aproveitar ao máximo os instrumentos de apoio disponíveis — ou está a deixar oportunidades na mesa enquanto os seus concorrentes avançam para os mercados que deviam ser seus?

Article reviewed by Valentina Moretti, Planejamento Patrimonial Transfronteiriço para Profissionais Criativos, em Junho 1, 2026